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Somos um grupo de jovens musicólogos, mestrandos e doutorandos do CESEM (FCSH - UNL).

Este blog é um espaço de divulgação do nosso trabalho e interesses de investigação procurando, desta forma, promover a troca e partilha de ideias on - line, num diálogo e comunicação abertos sobre música e musicologia, a todos os colegas musicólogos portugueses e estrangeiros, que se nos quiserem associar.

Os seminários "Ciclo das Quintas", realizados todos os meses no CESEM, são comunicações apresentadas a todo o grupo SFA, com o objectivo de nos familiarizarmos com o formato de apresentação em futuros colóquios ou congressos.

12/04/09

Sessão de Março de 2009

12 de Março

ANTÓNIO ROCHA & JOÃO PEDRO REIGADO

De acordo com vários autores as vocalizações de conteúdo musical parecem evidentes durante a primeira infância, embora poucos tenham definido balbucio musical, de forma clara. Em Reigado (2007) verificou-se que, na presença de estímulos musicais, o comportamento vocal dos bebés observados (entre os 9 e os 11 meses) manifestava características distintas do observado face à estimulação linguística, nomeadamente: vocalizações de sons, movimentos sonoros e contornos melódicos que integram a tonalidade das melodias do estímulo musical, “afinação” de sons isolados, sobretudo das tónicas, exploração musical contextualizada e não ocorrência de vocalizações linguísticas, a não ser como elocuções funcionais e/ou emotivas. Não deixa no entanto de ser importante constatar que, quando apresentadas a um grupo de juízes, o número de vocalizações classificadas como musicais por aqueles especialistas diminui para respostas vocais que compreendam estruturas menos simples que sons isolados (Rocha, 2007). Ou seja, de acordo com Rocha (2007) a representação mental de um adulto acerca de uma vocalização do tipo musical pode estar dependente da presença ou ausência de sons isolados.
Palavras-chave: vocalizações, desenvolvimento musical, primeira infância, análise acústica, análise de juízes independentes

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