Depois da conversa que tive ontem com o Rui Pinto, e após ele ter mostrado a vontade de dinamizar este grupo, coloco aqui as informações relativas às IV Jornadas de Jovens Musicólogos a se realizar este ano em Oviedo, entre 12 a 15 de Abril.
http://4jornadasmusicologia.blogspot.com
Espero que desta vez seja diferente...
Somos um grupo de jovens musicólogos, mestrandos e doutorandos do CESEM (FCSH - UNL).
Este blog é um espaço de divulgação do nosso trabalho e interesses de investigação procurando, desta forma, promover a troca e partilha de ideias on - line, num diálogo e comunicação abertos sobre música e musicologia, a todos os colegas musicólogos portugueses e estrangeiros, que se nos quiserem associar.
Os seminários "Ciclo das Quintas", realizados todos os meses no CESEM, são comunicações apresentadas a todo o grupo SFA, com o objectivo de nos familiarizarmos com o formato de apresentação em futuros colóquios ou congressos.
21/01/11
15/03/10
Polémicas e desilusões...
Bem, talvez esteja a exagerar mas venho neste espaço fazer um desabafo à situação deste grupo. Como sabem tivemos uma proposta de participação para um encontro de jovens musicólogos em Madrid entre 21 e 23 de Abril. Estes colóquios são organizados pela associação de jovens musicólogos espanhola que, provavelmente, terá objectivos semelhantes aos deste grupo. A proposta de participação foi enviada a todos os membros deste grupo. Infelizmente não houve qualquer tipo de comentário, mostra de interesse nem de pergunta por parte de algum membro dos SFA, o que implicou no meu caso e no da Luzia a avançarmos com propostas de comunicação para Madrid.
Isto penso dizer muito da situação real. Não basta queixarmo-nos que temos poucas oportunidades de mostrar o nosso trabalho ou outras lamentações. É também necessário ter a coragem e vontade de dar passos, arriscar e correr riscos que são inerentes a qualquer trabalho de investigação. É preciso "dar a cara". A inércia é o fim de qualquer grupo, associação, etc. Essa parece ser a direcção na qual os SFA estão a dirigir-se, de facto essa é a minha opinião.
Não basta aparecer nas reuniões e enviar sugestões, idéias e opiniões e depois não participar, mostrar interesse ou realizar, colaborar algo em concreto. Essa atitude, por mim, é dispensável.
Não tenho intenção de apontar o dedo seja a quem for. Todos somos responsáveis pela situação actual e está nas nossa mãos mudar a direcção lamentável a que se dirige este grupo.
Por mim não irei participar em mais nenhuma reunião dos SFA, ou divulgar os SFA, enquanto não surgirem mais pessoas dispostas a colaborarem activamente no grupo. Mas como não penso que fazer queixas é suficiente deixo já aqui algumas propostas:
- Dinamizar este espaço do Blog, lançando questões onde todos os membros possam dizer a sua opinião, perspectiva, idéia, etc. Esta mensagem será a primeira com esse intuito.
- Quando um dos membros deste grupo tiver uma conferência, concerto, evento, seja o que for que considere importante partilhar, pode colocar neste espaço.
Deixo aqui então o meu desabafo e espero, sinceramente, que daqui a uns tempos tudo esteja diferente...para melhor...
Rui Araújo
Isto penso dizer muito da situação real. Não basta queixarmo-nos que temos poucas oportunidades de mostrar o nosso trabalho ou outras lamentações. É também necessário ter a coragem e vontade de dar passos, arriscar e correr riscos que são inerentes a qualquer trabalho de investigação. É preciso "dar a cara". A inércia é o fim de qualquer grupo, associação, etc. Essa parece ser a direcção na qual os SFA estão a dirigir-se, de facto essa é a minha opinião.
Não basta aparecer nas reuniões e enviar sugestões, idéias e opiniões e depois não participar, mostrar interesse ou realizar, colaborar algo em concreto. Essa atitude, por mim, é dispensável.
Não tenho intenção de apontar o dedo seja a quem for. Todos somos responsáveis pela situação actual e está nas nossa mãos mudar a direcção lamentável a que se dirige este grupo.
Por mim não irei participar em mais nenhuma reunião dos SFA, ou divulgar os SFA, enquanto não surgirem mais pessoas dispostas a colaborarem activamente no grupo. Mas como não penso que fazer queixas é suficiente deixo já aqui algumas propostas:
- Dinamizar este espaço do Blog, lançando questões onde todos os membros possam dizer a sua opinião, perspectiva, idéia, etc. Esta mensagem será a primeira com esse intuito.
- Quando um dos membros deste grupo tiver uma conferência, concerto, evento, seja o que for que considere importante partilhar, pode colocar neste espaço.
Deixo aqui então o meu desabafo e espero, sinceramente, que daqui a uns tempos tudo esteja diferente...para melhor...
Rui Araújo
23/11/09
Sessão de Novembro de 2009
24 de Novembro
DIOGO ALTE DA VEIGA
O Alleluia na monodia litúrgica em Portugal até 1600
Sessão de Outubro de 2009
22 de Outubro
ROSA PAULA ROCHA PINTO
Bailados Portugueses Verde Gaio (1940-1950): apresentação de alguns aspectos da investigação em curso
ROSA PAULA ROCHA PINTO
Bailados Portugueses Verde Gaio (1940-1950): apresentação de alguns aspectos da investigação em curso
Sessão de Setembro de 2009
24 de Setembro
TIAGO PAULOS VEIGA
Estudo-piloto para a criação de um Teste de Desempenho Rítmico Vocalizado
03/07/09
Sessão de Julho de 2009
9 de Julho
SUSANA SILVA
O ressurgimento da prática da música antiga em Portugal na primeira parte do século XX (1900-1946)
O fenómeno crescente do interesse pela música do passado, e a consequente procura por métodos e estilos de interpretação adequados, têm marcado significativamente a nossa forma de fazer e ouvir música. Se analisarmos o panorama musical europeu e americano nos últimos sessenta anos, rapidamente nos apercebemos do importante espaço que este fenómeno tem vindo a ocupar, quer em termos do número crescente de indivíduos e instituições que se dedicam a este tipo de prática e a todas as questões a ela associadas, quer pelo forte impacto na economia, e não menos importante, pela grande aceitação que esta música tem junto ao público em geral. De facto, podemos mesmo afirmar que, investigar, fazer ou ouvir este tipo de música, é nos dias de hoje, praticamente uma moda, sendo raro o músico ou ouvinte que em alguma altura da sua vida não se tenha interessado por este tipo de repertório. Talvez isto explique o facto de que até aos anos 80 do século XX, "música antiga" designar exclusivamente música composta até ao final do período barroco; e que hoje em dia são frequentes interpretações históricas de obras de Beethoven, Brahms e até mesmo Wagner, denotando qualquer tipo de prática musical que tenha preocupações históricas, e que seja reconstruída com base em partituras, tratados, instrumentos outras evidências históricas sobreviventes.
Examinando o panorama português, presenciamos um significativo acréscimo do interesse por este tipo de música e pelas suas respectivas práticas interpretativas, tendo em conta que passaram pouco mais de cinquenta anos, desde que se estabeleceram em Portugal, os primeiros grupos profissionais especializados na prática deste repertório, dos quais os Menestréis de Lisboa (com direcção de Santiago Kastner), o Grupo de Música Antiga (criado em 1963, com direcção de Safford Cape), ou ainda, os Segréis de Lisboa (criados, por Manuel Morais, em 1972, encontrando-se hoje, em plena actividade).
É importante, pois restaurar os passos que precederam este processo, bem como, estabelecer um paralelo com os movimentos de ressurgimento da prática da música antiga de outros países europeus e norte-americanos, iniciados na primeira metade do século XIX, e cujo maior evento, foi sem dúvida a primeira apresentação moderna da Paixão Segundo São Mateus, dirigida por Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847), na Stately Singakademie, em Berlim, no mês de Março de 1829.
No caso do nosso país, os primeiros indícios deste interesse datam da primeira década do século XX, estando essencialmente associados às figuras de Ernesto Vieira, de Michel'angelo Lambertini e de Alfredo Keil que, neste sentido, deram, de facto, um contributo essencial na divulgação do repertório e dos instrumentos pré-clássicos. Essencial neste processo é também o trabalho de Ivo Cruz, nomeadamente, o realizado junto da Orquestra Filarmónica de Lisboa e da Sociedade Coral de Duarte Lobo, nas décadas de 30 e 40, e do qual se destacam as apresentações das duas Paixões de J.S.Bach, entre outras grandes obras pertencentes ao repertório coral do período barroco.
Embora este projecto assente essencialmente na reconstrução dos acontecimentos relacionados com a prática do repertório pré-clássico, é essencial mostrar a importância para este movimento do despontar da musicologia histórica em Portugal, nomeadamente através dos trabalhos pioneiros de Manuel Joaquim, Mário Sampaio Ribeiro e, principalmente, de Macário Santiago Kastner e assim perceber qual a sua verdadeira contribuição na criação de um repertório antigo nacional.
Palavras-chave: música antiga, autenticidade, concertos históricos, instrumentos históricos, museu instrumental
O fenómeno crescente do interesse pela música do passado, e a consequente procura por métodos e estilos de interpretação adequados, têm marcado significativamente a nossa forma de fazer e ouvir música. Se analisarmos o panorama musical europeu e americano nos últimos sessenta anos, rapidamente nos apercebemos do importante espaço que este fenómeno tem vindo a ocupar, quer em termos do número crescente de indivíduos e instituições que se dedicam a este tipo de prática e a todas as questões a ela associadas, quer pelo forte impacto na economia, e não menos importante, pela grande aceitação que esta música tem junto ao público em geral. De facto, podemos mesmo afirmar que, investigar, fazer ou ouvir este tipo de música, é nos dias de hoje, praticamente uma moda, sendo raro o músico ou ouvinte que em alguma altura da sua vida não se tenha interessado por este tipo de repertório. Talvez isto explique o facto de que até aos anos 80 do século XX, "música antiga" designar exclusivamente música composta até ao final do período barroco; e que hoje em dia são frequentes interpretações históricas de obras de Beethoven, Brahms e até mesmo Wagner, denotando qualquer tipo de prática musical que tenha preocupações históricas, e que seja reconstruída com base em partituras, tratados, instrumentos outras evidências históricas sobreviventes.
Examinando o panorama português, presenciamos um significativo acréscimo do interesse por este tipo de música e pelas suas respectivas práticas interpretativas, tendo em conta que passaram pouco mais de cinquenta anos, desde que se estabeleceram em Portugal, os primeiros grupos profissionais especializados na prática deste repertório, dos quais os Menestréis de Lisboa (com direcção de Santiago Kastner), o Grupo de Música Antiga (criado em 1963, com direcção de Safford Cape), ou ainda, os Segréis de Lisboa (criados, por Manuel Morais, em 1972, encontrando-se hoje, em plena actividade).
É importante, pois restaurar os passos que precederam este processo, bem como, estabelecer um paralelo com os movimentos de ressurgimento da prática da música antiga de outros países europeus e norte-americanos, iniciados na primeira metade do século XIX, e cujo maior evento, foi sem dúvida a primeira apresentação moderna da Paixão Segundo São Mateus, dirigida por Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847), na Stately Singakademie, em Berlim, no mês de Março de 1829.
No caso do nosso país, os primeiros indícios deste interesse datam da primeira década do século XX, estando essencialmente associados às figuras de Ernesto Vieira, de Michel'angelo Lambertini e de Alfredo Keil que, neste sentido, deram, de facto, um contributo essencial na divulgação do repertório e dos instrumentos pré-clássicos. Essencial neste processo é também o trabalho de Ivo Cruz, nomeadamente, o realizado junto da Orquestra Filarmónica de Lisboa e da Sociedade Coral de Duarte Lobo, nas décadas de 30 e 40, e do qual se destacam as apresentações das duas Paixões de J.S.Bach, entre outras grandes obras pertencentes ao repertório coral do período barroco.
Embora este projecto assente essencialmente na reconstrução dos acontecimentos relacionados com a prática do repertório pré-clássico, é essencial mostrar a importância para este movimento do despontar da musicologia histórica em Portugal, nomeadamente através dos trabalhos pioneiros de Manuel Joaquim, Mário Sampaio Ribeiro e, principalmente, de Macário Santiago Kastner e assim perceber qual a sua verdadeira contribuição na criação de um repertório antigo nacional.
Palavras-chave: música antiga, autenticidade, concertos históricos, instrumentos históricos, museu instrumental
02/06/09
Sessão de Junho de 2009
3 de Junho
JOÃO PEDRO CACHOPO
"Quel est le vrai sujet de Parsifal ?" (Badiou)
http://www.diffusion.ens.fr/index.php?res=conf&idconf=1248
"Parsifal, une pièce du théâtre didactique brechtien" (Zizek)
http://www.diffusion.ens.fr/index.php?res=conf&idconf=1249
JOÃO PEDRO CACHOPO
Perspectivas contemporâneas sobre o “caso Wagner”
(Badiou e Zizek em torno de Parsifal)
Mais do que qualquer outra no campo da ópera, a obra de Wagner tem despertado o interesse de filósofos tão diferente como Nietzsche, Adorno, Lacoue-Labarthe, Badiou ou Zizek – um interesse nem sempre dissociável de tomadas de posição extremas, ora incondicionalmente favoráveis, ora arreigadamente críticas, uma obsessão fértil, dir-se-ia, que permanece acesa, mais de um século após Der Fall Wagner de Nietzsche, no debate filosófico contemporâneo. A constância do leitmotiv filosófico que Wagner veio a constituir presta-se ao levantamento de um conjunto de questões.
A primeira decorre simplesmente da constatação da excepcionalidade do dossier Wagner: (1) por que razão há, afinal, um “caso Wagner” em filosofia? A esta pergunta – cuja resposta inicial, necessária mas insuficiente, tende a elencar as condições de facto do caso (a polémica entre Nietzsche e Wagner, o contexto político e ideológico na Alemanha...) – importa acrescentar uma outra – que mais não é senão uma reformulação da primeira – que reelabore o problema de jure. Ou seja, por mais exaustiva, certeira e pertinente que seja a explicação do “caso Wagner”, esta explicação, em si mesma, não explica por que razão a obra de Wagner, e não a de outro compositor, se transformou num “género filosófico”. A segunda questão é, portanto, concomitante com a formulação da hipótese segundo a qual o “caso Wagner” foi e permanece historicamente necessário: (2) de que forma, portanto, foi necessário que Wagner se transformasse num caso filosófico e em que medida permanece este hoje pertinente? Desta questão decorrem pelo menos mais três. (3) Qual o sentido e a consistência do bloco crítico representado pelas posições nietzschiana e adorniana a respeito da obra de Wagner (em particular, trata-se de questionar se elas são convergentes ou divergentes e em que medida)? (4) Qual o sentido do ressurgimento do debate na obra de Lacoue-Labarthe e, mais recentemente, no trabalho de Badiou e Zizek? (5) De que forma as novas leituras reiteram ou colidem com diagnósticos de Nietzsche e Adorno?
*
É sobre o pano de fundo deste work in progress que pretendemos interrogar as leituras recentes que de Parsifal propuseram Badiou e Zizek, procurando identificar as condições de uma releitura política da obra derradeira de Wagner, recusando quer a condenação sumária do seu carácter politicamente reaccionário, quer a estratégia que consiste em escamotear o teor político da obra de Wagner (como única forma de poder valorizá-la), insistindo numa separação ideológica entre estética e política.
Palavras-chave: Wagner, Parsifal, Badiou, Zizek, política, religião, estética
(Badiou e Zizek em torno de Parsifal)
Mais do que qualquer outra no campo da ópera, a obra de Wagner tem despertado o interesse de filósofos tão diferente como Nietzsche, Adorno, Lacoue-Labarthe, Badiou ou Zizek – um interesse nem sempre dissociável de tomadas de posição extremas, ora incondicionalmente favoráveis, ora arreigadamente críticas, uma obsessão fértil, dir-se-ia, que permanece acesa, mais de um século após Der Fall Wagner de Nietzsche, no debate filosófico contemporâneo. A constância do leitmotiv filosófico que Wagner veio a constituir presta-se ao levantamento de um conjunto de questões.
A primeira decorre simplesmente da constatação da excepcionalidade do dossier Wagner: (1) por que razão há, afinal, um “caso Wagner” em filosofia? A esta pergunta – cuja resposta inicial, necessária mas insuficiente, tende a elencar as condições de facto do caso (a polémica entre Nietzsche e Wagner, o contexto político e ideológico na Alemanha...) – importa acrescentar uma outra – que mais não é senão uma reformulação da primeira – que reelabore o problema de jure. Ou seja, por mais exaustiva, certeira e pertinente que seja a explicação do “caso Wagner”, esta explicação, em si mesma, não explica por que razão a obra de Wagner, e não a de outro compositor, se transformou num “género filosófico”. A segunda questão é, portanto, concomitante com a formulação da hipótese segundo a qual o “caso Wagner” foi e permanece historicamente necessário: (2) de que forma, portanto, foi necessário que Wagner se transformasse num caso filosófico e em que medida permanece este hoje pertinente? Desta questão decorrem pelo menos mais três. (3) Qual o sentido e a consistência do bloco crítico representado pelas posições nietzschiana e adorniana a respeito da obra de Wagner (em particular, trata-se de questionar se elas são convergentes ou divergentes e em que medida)? (4) Qual o sentido do ressurgimento do debate na obra de Lacoue-Labarthe e, mais recentemente, no trabalho de Badiou e Zizek? (5) De que forma as novas leituras reiteram ou colidem com diagnósticos de Nietzsche e Adorno?
*
É sobre o pano de fundo deste work in progress que pretendemos interrogar as leituras recentes que de Parsifal propuseram Badiou e Zizek, procurando identificar as condições de uma releitura política da obra derradeira de Wagner, recusando quer a condenação sumária do seu carácter politicamente reaccionário, quer a estratégia que consiste em escamotear o teor político da obra de Wagner (como única forma de poder valorizá-la), insistindo numa separação ideológica entre estética e política.
Palavras-chave: Wagner, Parsifal, Badiou, Zizek, política, religião, estética
Links com as conferências de Badiou e Zizek sobre Parsifal:
"Quel est le vrai sujet de Parsifal ?" (Badiou)
http://www.diffusion.ens.fr/index.php?res=conf&idconf=1248
"Parsifal, une pièce du théâtre didactique brechtien" (Zizek)
http://www.diffusion.ens.fr/index.php?res=conf&idconf=1249
10/05/09
Sessão de Maio de 2009
7 de Maio
RUI MAGNO PINTO
RUI MAGNO PINTO
Repertório virtuosístico para sopros em Lisboa (1821-1870)
13/04/09
Sessão de Abril de 2009
16 de Abril
ANTÓNIO de SOUSA
O neo-realismo e as harmonizações das canções regionais em Fernando Lopes-Graça

ANTÓNIO de SOUSA
O neo-realismo e as harmonizações das canções regionais em Fernando Lopes-Graça
Na Juventude: Influências estéticas e políticas de Bento de Jesus Caraça e Romain Rolland.
Modernidade na prática social marxista - nível etário não se mensurava pela idade civil mas antes pelo conflito e pela luta de ideias - ideias jovens.
Influência estética de A Presença na sua luta simbólica por uma assimilação de sinais de identidade - confrontação da nação dominante com a nação alternativa ou de “Música Nacional” versus “Nacionalismo na Música”.
Modernidade na prática social marxista - nível etário não se mensurava pela idade civil mas antes pelo conflito e pela luta de ideias - ideias jovens.
Influência estética de A Presença na sua luta simbólica por uma assimilação de sinais de identidade - confrontação da nação dominante com a nação alternativa ou de “Música Nacional” versus “Nacionalismo na Música”.
A descoberta da Canção Popular Portuguesa através de Rodney Gallop e o tratamento em extensão e profundidade de todas as sugestões que a canção portuguesa lhe pode oferecer.
A plena filiação do compositor, ideológica e estética, ao neo-realismo, através da união da realidade viva (espécime folclórico) à realidade estética (canção regional).
Sentido étnico e estético enquanto sinais de identidade no processo de composição.
Palavras-chave: Fernando Lopes-Graça, estética, composição, canção regional portuguesa

O compositor Fernando Lopes-Graça
(Convento de Cristo - Tomar)
12/04/09
Sessão de Março de 2009
12 de Março
ANTÓNIO ROCHA & JOÃO PEDRO REIGADO
De acordo com vários autores as vocalizações de conteúdo musical parecem evidentes durante a primeira infância, embora poucos tenham definido balbucio musical, de forma clara. Em Reigado (2007) verificou-se que, na presença de estímulos musicais, o comportamento vocal dos bebés observados (entre os 9 e os 11 meses) manifestava características distintas do observado face à estimulação linguística, nomeadamente: vocalizações de sons, movimentos sonoros e contornos melódicos que integram a tonalidade das melodias do estímulo musical, “afinação” de sons isolados, sobretudo das tónicas, exploração musical contextualizada e não ocorrência de vocalizações linguísticas, a não ser como elocuções funcionais e/ou emotivas. Não deixa no entanto de ser importante constatar que, quando apresentadas a um grupo de juízes, o número de vocalizações classificadas como musicais por aqueles especialistas diminui para respostas vocais que compreendam estruturas menos simples que sons isolados (Rocha, 2007). Ou seja, de acordo com Rocha (2007) a representação mental de um adulto acerca de uma vocalização do tipo musical pode estar dependente da presença ou ausência de sons isolados.
ANTÓNIO ROCHA & JOÃO PEDRO REIGADO
De acordo com vários autores as vocalizações de conteúdo musical parecem evidentes durante a primeira infância, embora poucos tenham definido balbucio musical, de forma clara. Em Reigado (2007) verificou-se que, na presença de estímulos musicais, o comportamento vocal dos bebés observados (entre os 9 e os 11 meses) manifestava características distintas do observado face à estimulação linguística, nomeadamente: vocalizações de sons, movimentos sonoros e contornos melódicos que integram a tonalidade das melodias do estímulo musical, “afinação” de sons isolados, sobretudo das tónicas, exploração musical contextualizada e não ocorrência de vocalizações linguísticas, a não ser como elocuções funcionais e/ou emotivas. Não deixa no entanto de ser importante constatar que, quando apresentadas a um grupo de juízes, o número de vocalizações classificadas como musicais por aqueles especialistas diminui para respostas vocais que compreendam estruturas menos simples que sons isolados (Rocha, 2007). Ou seja, de acordo com Rocha (2007) a representação mental de um adulto acerca de uma vocalização do tipo musical pode estar dependente da presença ou ausência de sons isolados.
Palavras-chave: vocalizações, desenvolvimento musical, primeira infância, análise acústica, análise de juízes independentes
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